17 JAN 2026

Os autarcas das duas margens do rio Minho exigiram uma gestão conjunta e coordenada do troço internacional, reclamando respostas urgentes dos governos de Portugal e Espanha e prioridade ao tema na próxima Cimeira Luso-Espanhola.

Em comunicado, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho, que reúne 26 municípios, reitera “o pedido para que os dois Estados assumam os problemas ambientais do rio Minho como prioridade na XXXVI Cimeira Luso-Espanhola, agendada para 29 de janeiro, defendendo que o rio integre a agenda do encontro bilateral”.

As reivindicações devem-se à “ausência de uma resposta eficaz para problemas estruturais que afetam o rio Minho, nomeadamente o assoreamento do troço internacional, com impactos diretos na navegabilidade, na segurança, na pesca e no turismo”, descreve o AECT, liderado pelo presidente da Câmara de Valença, no distrito de Viana do Castelo.

A isto, soma-se “a proliferação de espécies exóticas invasoras e a gestão dos caudais transfronteiriços, com efeitos significativos nos ecossistemas, nas atividades económicas tradicionais e na segurança das populações”.

Assim, os municípios das duas margens “alertam que a fragmentação institucional e a falta de coordenação entre entidades continuam a impedir respostas eficazes no terreno, apesar da gravidade e persistência dos problemas”.

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