A maioria das escolas teve de recorrer a profissionais sem mestrado em ensino para garantir aulas aos alunos no primeiro período, revela um inquérito realizado pelo movimento Missão Escola Pública.
O inquérito abrangeu diretores de 222 escolas e agrupamentos (27% do total nacional) de «diferentes dimensões e contextos organizacionais», desde estabelecimentos com menos de 500 alunos até outros com mais de 2000, assim como com menos de 50 professores e outros com mais de 200, para perceber como decorreu o primeiro período de aulas.
De norte a sul do país, os diretores voltaram a lidar com a falta de docentes e com a dificuldade em conseguir encontrar quem quisesse ocupar vagas. Segundo o inquérito, em 171 escolas ou agrupamentos (75% do universo analisado) a solução foi atribuir horários vazios a profissionais sem formação em ensino.