A Assembleia Municipal de Braga aprovou, com 38 votos a favor, 32 abstenções, e três votos contra, o novo Plano Diretor Municipal para o concelho.
O documento passou com os votos da Coligação Juntos Por Braga, do Chega e de presidentes de Junta, a abstenção do PS, do movimento Amar e Servir Braga, da Iniciativa Liberal e de presidentes de Junta, e os votos contra da CDU, de uma deputada do PS e do presidente da Junta de Adaúfe.
A sessão extraordinária, que tinha como único ponto na ordem de trabalhos o PDM, iniciou-se com a intervenção do presidente da Câmara de Braga que sublinhou a importância da aprovação do documento para o concelho. «O PDM aprovado hoje é uma vantagem para Braga porque dá previsibilidade, aumenta a capacidade de resposta na habitação, cria instrumentos para habitação acessível, melhora a qualidade do que se constrói, reforça a competitividade económica, melhora a eficiência administrativa, organiza a relação entre crescimento e mobilidade, protege recursos, protege o património e reforça a coesão territórial. Braga precisava desta decisão. E, mais importante, Braga e os bracarenses ganham com esta decisão», sintetizou João Rodrigues no seu discurso na abertura dos trabalhos.
O autarca sublinhou o que vai mudar com o novo PDM e, segundo vincou, é o encerrar da fase da incerteza e a abertura da fase da execução. «Agora o plano tem de sair do papel e entrar na vida concreta: regulamentos, procedimentos, acompanhamento, monitorização e capacidade de correção. A cidade ganha um quadro, mas a exigência sobre o município aumenta porque o instrumento existe e tem de ser aplicado com rigor, transparência e sentido de interesse público», garantiu.