22 JAN 2026

O Mosteiro de Tibães, em Braga, integra o conjunto de monumentos nacionais abrangidos pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na área da Cultura, num contexto em que 87,2% das obras financiadas já se encontram concluídas ou em execução, segundo dados divulgados pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto.

À margem da segunda edição do Fórum Cultura, que decorreu no Porto, Margarida Balseiro Lopes reafirmou o compromisso do Governo em garantir a execução total das verbas do PRR até ao final do programa, sublinhando que o setor da Cultura está atualmente com a totalidade das intervenções contratadas.

De acordo com o relatório de monitorização de 14 de janeiro, a componente da Cultura conta com 346 milhões de euros contratados, correspondendo a 100% da dotação prevista, estando 42% dos pagamentos já efetuados. Cerca de 7% das verbas encontram-se ainda em trânsito para beneficiários intermediários.

Os números representam uma evolução significativa face a março de 2025, altura em que apenas 28% dos pagamentos estavam realizados, situação que levou a Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR a classificar a execução da componente cultural como “crítica”. Na ocasião, foram apontadas a complexidade técnica e o elevado número de intervenções como fatores de risco.

A ministra recordou que o acompanhamento diário dos projetos pelo instituto público Património Cultural tem permitido recuperar atrasos e cumprir o calendário definido, garantindo que o PRR na área do património cultural será executado “a 100%”.

Entre as 85 intervenções previstas, encontram-se obras em museus, palácios, teatros e monumentos nacionais, incluindo o Mosteiro de Tibães, um dos mais relevantes exemplares do património histórico e religioso do Minho. O plano contempla ainda intervenções em monumentos como o Mosteiro dos Jerónimos, o Convento de Cristo, o Mosteiro da Batalha, bem como a criação do Arquivo Nacional do Som, em Mafra.

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