A Associação de Apicultores do Cávado e do Ave (APICAVE) celebrou ontem o seu dia, que serviu sobretudo para reflexão quanto ao futuro da atividade. No encontro, que decorreu na Quinta da Aldeia, em Gême, Vila Verde, mais de 200 apicultores desta região mostraram-se alarmados com a morte de colmeias, em mais de 40 por cento, resultando numa enorme quebra da produção do mel e de outros produtos apículas.
De facto, IX Dia da APICAVE reuniu apicultores e especialistas, para refletirem e partilhar conhecimento, mas essencialmente para procurarem soluções para os principais desafios que afetam o setor apícola, designadamente a elevada mortalidade de colónias, que tem colocado em risco a sustentabilidade da atividade.
Isso mesmo confirmou ao Diário do Minho Alfredo Franquelim Marques, presidente da APICAVE. «O dia da APIVAVE é sobretudo um dia de reflexão sobre a situação atual da apicultura, que se tem caraterizado nestes últimos anos por uma baixa de produção de mel e outros produtos apícolas e sobretudo por uma perda de colmeias, muito acentuada, cuja origem, nós não dominamos e não temos consciência clara das verdadeiras causas dessas baixas de colmeias»