A Proteção Civil considerou hoje que o território nacional está com “um quadro meteorológico complexo de risco”, alertando para o vento forte e persistente provocado pela depressão Marta que se vai deslocar para o norte do país.
"Terminámos há pouco mais uma atualização do quadro meteorológico, juntamente com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera e com a Agência Portuguesa do Ambiente. Mantemos as previsões para o dia de hoje do vento forte e persistente, embora haja aqui um deslocamento da depressão Marta para o norte do país e, portanto, afetando outras regiões que até agora não estavam previstas a afetar", disse o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Mário Silvestre falava no ponto de situação feito às 12:40 na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa.
Em termos de recomendações devido ao risco de inundações e cheias, a Proteção Civil aconselha a quem conduza em zonas afetadas que não atravesse estradas inundadas, que pare em local seguro e elevado longe de linhas de água e que evite túneis, passagens inferiores, ribeiras e valas.
“Se estiver em casa, feche portas e janelas, feche o gás, desligue a corrente elétrica […]. Mantenha-se nos andares superiores ou em pontos altos na zona da habitação. Afaste equipamentos elétricos da água. Se tiver de abandonar a casa, leve apenas o essencial e siga rotas seguras”, recomendou o comandante nacional, reforçando a necessidade de as pessoas retiradas de zonas inundadas levarem os seus medicamentos e a sua identificação pessoal, bem como ter atenção aos animais.
Outra das recomendações é para que os cidadãos não se aproximem de rios ou da orla costeira para filmar ou fotografar a subida das águas.