09 FEV 2026

O valor transacionado na restauração do centro histórico de Braga diminuiu 4,8% em 2025 face ao ano anterior, contrariando a tendência de crescimento registada no conjunto do concelho, onde o setor aumentou 7,4%. Os dados apontam não para uma quebra estrutural do consumo, mas para uma deslocação dos clientes para zonas periféricas e centros comerciais.

Segundo Daniel Vilaça, presidente da Associação Empresarial de Braga (AEB), a mudança reflete novos padrões de mobilidade, conveniência e escolha dos consumidores, que têm penalizado os estabelecimentos localizados no coração da cidade. O aumento do turismo, que cresceu 13,6%, ajudou a atenuar a descida da procura local, representando já cerca de 20% das transações no centro.

Ainda assim, a dependência do mercado turístico levanta desafios quanto ao equilíbrio da oferta para residentes e visitantes. Custos operacionais mais elevados, rendas, dificuldades na contratação de trabalhadores e o impacto do teletrabalho são outros fatores apontados para a redução do movimento diário.

Para a AEB, o futuro da restauração no centro histórico passa por maior diferenciação, profissionalização da gestão e inovação, valorizando a identidade gastronómica de Braga como fator competitivo. A associação garante estar empenhada em apoiar os empresários na revitalização do setor e na recuperação da centralidade do centro urbano.

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