10 FEV 2026

As condições meteorológicas adversas têm dificultado a captura de lampreia nos rios Minho e Lima, afetando o trabalho dos pescadores, que, ainda assim, reconhecem que a chuva contribui para a abundância da espécie e para o sucesso da reprodução.

O presidente da associação de pescadores do rio Minho, Augusto Porto, descreveu a situação como «a maior crise de sempre», explicando que, há cerca de mês e meio, a atividade tem estado praticamente parada devido às intempéries. «Não por falta de peixe, mas pelas condições meteorológicas», afirmou, referindo que cerca de 150 embarcações, portuguesas e espanholas, atravessam um período particularmente difícil numa fase do ano essencial para o sustento das comunidades piscatórias.

A captura de lampreia no rio Minho iniciou-se a 5 de janeiro e deverá terminar a 31 de abril, tendo os pescadores solicitado o prolongamento do prazo por mais uma semana, devido às limitações impostas pelo mau tempo. Segundo Augusto Porto, o excesso de chuva impede o trabalho, sobretudo na zona da foz, enquanto a montante os pescadores enfrentam lixo, inertes e troncos arrastados pela corrente, que tornam impraticável o lançamento das redes. O responsável acrescenta que muitos profissionais praticamente não conseguiram trabalhar desde o início da campanha, colocando em risco o rendimento anual, uma vez que esta é uma das épocas mais importantes da atividade.

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