Treze das 23 pessoas retiradas de casa na terça-feira por precaução, devido a deslizamentos de terras em Ponte da Barca, aguardam que a proteção civil municipal lhes dê indicação para regressar, disse hoje o coordenador do serviço.
Em declarações à agência Lusa, Vítor Azevedo disse que “14 pessoas retiradas apenas por precaução já regressaram a casa depois de asseguradas condições de segurança”.
O coordenador do serviço municipal de proteção civil de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, explicou que, no deslizamento de terras que ocorreu na União de Freguesias Crasto, Ruivos e Grovelas, “estão a decorrer trabalhos de desvio de água do ponto inicial da derrocada e de limpeza da via”.
Em Nogueira, também está a ser feito "desvio da linha de água”.
“Estamos a avaliar para ver se até ao final do dia há condições para as 10 pessoas de Crasto poderem regressar às suas habitações. Os três habitantes de Nogueira continuam sem condições para poderem regressar a casa. Principalmente, porque a parte inferior da habitação ficou soterrada de água e lama. É preciso avaliar a parte elétrica da habitação”, explicou Vítor Azevedo.
A “interdição da estrada municipal 532, que atravessa as freguesias de Nogueira e Crasto, vai manter-se enquanto as condições meteorológicas não estabilizarem”.
Vítor Azevedo adiantou que o rio Lima continua a inundar a zona do Choupal.
Em Arcos de Valdevez e em Ponte de Lima, a situação está estabilizada.
Em Caminha, a ponte de Vilar de Mouros que, na quarta-feira, foi encerrada ao trânsito devido à subida do rio Coura, na manhã de hoje voltou a ser interdita devido a um aluimento na estrada de acesso à travessia. A circulação foi reaberta ao final da manhã, mas condicionada a uma faixa de rodagem.
Segundo o presidente da Junta de Freguesia, José Maria Barros, o aqueduto situa-se entre a ponte românica e a entrada do Caminho do Agrelo, junto à capela de Vilar de Mouros.
“Os técnicos da Câmara [de Caminha] estiveram no local a avaliar a situação. Foi uma pedra que partiu. Em princípio a água [do rio Coura] deve ter descalçado a pedra e, ao passarem os carros, a laje acabou por partir”, explicou.
O autarca adiantou que o local “está sinalizado”, mas só com bom tempo se poderá resolver a situação.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.