20 FEV 2026

O compromisso para que a linha de alta velocidade entre o Porto e Vigo esteja concluída até 2032 volta a colocar o Minho no centro das ligações ferroviárias do Noroeste Peninsular.

A defesa desta meta foi reiterada esta semana pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, e pelo presidente da Junta da Galiza, Alfonso Rueda, que insistem que o projeto não deve ser prejudicado pela futura ligação entre Lisboa e Madrid.

A posição conjunta reforça a importância do chamado Eixo Atlântico e tem implicações diretas para o Minho, uma vez que o traçado previsto da alta velocidade inclui estações em Braga, Ponte de Lima e Valença, aproximando a região das principais áreas urbanas do Norte de Portugal e da Galiza.

Segundo os responsáveis, o calendário assumido pelo Governo português mantém como objetivo a conclusão das ligações Porto-Lisboa e Porto-Vigo em 2032, dois projetos que consideram prioritários e que, defendem, não devem competir entre si nem com o eixo Lisboa-Madrid, previsto para mais tarde.

Para o Minho, a concretização da linha de alta velocidade poderá significar uma mudança profunda na mobilidade regional e transfronteiriça. A redução dos tempos de viagem entre o Norte de Portugal e a Galiza é apontada como um fator com potencial impacto económico, turístico e empresarial, reforçando também a integração entre territórios que já mantêm fortes ligações históricas e comerciais.

Os dois responsáveis sublinharam ainda que a ligação entre Porto e Vigo deve avançar sem atrasos e com coordenação entre Portugal e Espanha. Do lado galego, foi recordado que ainda falta concluir o troço de alta velocidade até à fronteira portuguesa, a partir de Vigo.

Além da nova infraestrutura, também foi apontada a necessidade de melhorar a atual ligação ferroviária entre Porto e Vigo, feita pelo serviço Celta na Linha do Minho, que continua a ser alvo de críticas devido ao material circulante considerado desatualizado.

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