Uma equipa internacional de cientistas, incluindo o português Fernando Schmitt, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), desenvolveu um método que usa inteligência artificial e tecnologia 3D para melhorar deteção de células cancerígenas.
“A utilização da inteligência artificial na clínica permite avaliar as características celulares e classificá-las como normais ou anómalas”, explica Fernando Schmitt, citado num comunicado da FMUP enviado à Lusa.
No resumo, a FMUP refere que o desenvolvimento deste novo método, reportado na revista científica Nature, “promete revolucionar o diagnóstico do cancro do colo do útero com uma abordagem inovadora em relação à citologia cervical, mais conhecida como teste de papanicolau”.
O trabalho publicado na semana passada demonstrou as vantagens de uma nova forma de análise automatizada de amostras de células do colo do útero com recurso à inteligência artificial, em comparação com o método tradicional de citologia clínica.
“O objetivo é avançar mais precocemente para tratamentos que salvam vidas”, lê-se no resumo. Este trabalho de investigação contou também com cientistas, hospitais e empresas do Japão, China e Estados Unidos.