O presidente do Sporting de Braga considerou ontem que a ministra do Desporto, Margarida Balseiro Lopes, devia ter ouvido a versão do clube sobre a proibição da exibição de uma tela num jogo da I Liga de futebol.
«A ministra ouviu uma parte [da Polícia de Segurança Pública] e devia ter ouvido a outra [Sporting de Braga]. Provavelmente vai ouvi-la, penso que haverá uma reunião para a semana para esclarecer esse assunto. Passou-se uma situação grave, que levou a cidade de Braga a unir-se em função de uma censura ao clube, aos adeptos e à cidade, e que não pode voltar a acontecer», disse António Salvador, à margem da apresentação de um estudo na Associação Empresarial de Braga.
Na terça-feira, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto defendeu que a análise aos incidentes do jogo entre Sporting de Braga e Vitória de Guimarães de sábado, da 23.ª jornada da I Liga, cabe às entidades competentes, sem leituras políticas.
«Ou nós confiamos nas informações dadas pelas autoridades oficiais, ou não confiamos. Eu confio. E, portanto, há uma análise que não é política, tem de ser técnica e tem de ser feita nesse tipo de eventos pelas autoridades, pelas entidades oficiais», afirmou Margarida Balseiro Lopes, durante a Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto no parlamento.