António José Seguro prestou esta segunda-feira juramento sobre a Constituição da República Portuguesa, perante o parlamento, na sessão solene de tomada de posse do Presidente da República.
"Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa", declarou António José Seguro, pelas 10:26, com a mão direita sobre um exemplar da Constituição segurado pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.
Todos os deputados e convidados assistiram de pé ao juramento e, no final, houve um aplauso generalizado de todas as bancadas, à exceção dos deputados do PCP, que não bateram palmas.
Depois do juramento, ouviu-se uma salva de 21 tiros de artilharia naval, assim como o hino nacional tocado pela banda da Guarda Nacional Republicana, a partir dos Passos Perdidos no parlamento. Depois do juramento, foi lido o auto de posse, assinado pelo Presidente da República e pelo Presidente da Assembleia da República.
O novo Presidente da República, António José Seguro, ocupou em seguida o lugar à direita de José Pedro Aguiar-Branco, trocando com o Presidente da República cessante, Marcelo Rebelo de Sousa, que tomou o lugar à sua esquerda.
Este momento, selado com um abraço entre Marcelo Rebelo de Sousa e António José Seguro, foi novamente aplaudido de pé por todos os deputados, novamente com a exceção dos do PCP, que apenas se mantiveram de pé.
No seu discurso, António José Seguro, agradeceu ao seu antecessor a dedicação a Portugal e prometeu ser o "Presidente de Portugal inteiro", expressando respeito pela pluralidade do parlamento e assegurando-lhe cooperação institucional.
Depois, dirigindo-se a Marcelo Rebelo de Sousa, deixou-lhe uma "palavra de gratidão pela sua dedicação a Portugal e a defesa do interesse nacional" e manifestou-lhe "o afeto de um país que sentiu sempre a sua presença", considerando que, "qualquer que seja o balanço" que cada um faz dos seus mandatos, "ninguém pode negar o seu amor a Portugal".