O presidente da Câmara de Famalicão, Mário Passos, sublinhou hoje a urgência da construção de novas instalações para a GNR local e manifestou disponibilidade para assumir a obra, mediante contrato com o Ministério da Administração Interna.
Em comunicado emitido após reunião com o secretário de Estado da Administração Interna, Mário Passos deu ainda conta da “total disponibilidade” que lhe terá sido manifestada pelo Governo para cooperar na construção da nova casa da GNR de Famalicão.
A Câmara diz-se disponível para, através da celebração de um contrato interadministrativo com o Ministério da Administração Interna, assumir o lançamento do procedimento concursal da obra, a elaboração do projeto de execução e a posição contratual de dono de obra.
A ideia é seguir o modelo adotado para a remodelação das instalações da PSP de Famalicão, já concretizada.
“Os resultados da cooperação que outrora estabelecemos para a reabilitação do edifício da PSP estão à vista de todos e estamos em condições de repeti-la para agora melhorar as condições de trabalho dos militares da GNR, para que possam exercer as suas funções com dignidade, eficácia e motivação”, referiu Mário Passos.
O município tem já sinalizado o local para acolher as novas instalações da GNR de Famalicão, em terrenos municipais localizados no Lugar dos Queimados, na União de Freguesias de Famalicão e Calendário.
Entretanto, e enquanto a obra não avança, aguarda-se o resultado de uma candidatura que permitirá, no imediato, a concretização de uma intervenção para resolver os problemas mais urgentes que afetam o atual edifício da GNR.
O posto da GNR foi notícia muito recentemente, aquando do mau tempo, por chover dentro das instalações.
O Bloco de Esquerda levou o assunto à Assembleia da República, denunciando que eram necessários recipientes para aparar a água, o chão estava molhado, as paredes e tetos apresentavam “sinais evidentes” de humidade prolongada e o isolamento insuficiente.
“Em dias de precipitação intensa, várias áreas do posto de comando ficam inutilizadas e a água sobe vários centímetros”, sublinhava o Bloco, considerando “inaceitável que um posto da GNR a servir uma área geográfica, com a dimensão e importância de Vila Nova de Famalicão funcione em instalações degradadas e precárias”.
O edifício que acolhe o posto da GNR de Vila Nova de Famalicão foi construído nos anos 40, tendo como primeira função a de cadeia da comarca, entre 1947 e 1972. Posteriormente, entre 1975 e 1984, foi utilizado como instituição de ensino secundário.
A 10 de novembro de 1989, período em que sofreu a última intervenção profunda, foi inaugurado para quartel da GNR.
“Desde então, ao longo de mais de três décadas, foram efetuadas apenas intervenções pontuais de natureza infraestrutural, manifestamente insuficientes para responder às necessidades funcionais atuais e às exigências permanentes da atividade operacional e de atendimento ao público”, lê-se ainda no documento do Bloco de Esquerda.
Em agosto de 2022, após uma visita ao posto, o presidente da câmara sublinhava que as condições do edifício são “débeis” e “têm limitado a retenção de profissionais da GNR, que optam por mudar para postos com melhores condições logísticas”.