16 MAR 2026

A marca forte de "economia de fronteira" está a resultar num ganho cada vez mais relevante para a economia do distrito de Viana do Castelo. As empresas de menor dimensão, como as do comércio tradicional, são as que mais ganham, mas a inexistência de uma legislação que normalize o trabalho transfronteiriço é já um problema real. Embora reconhecendo que há mais investimento para além do espanhol, o presidente da Associação Empresarial do Distrito de Viana do Castelo sublinha que «os espanhóis possuem a particularidade e a vantagem da cooperação transfronteiriça, o que facilita o investimento».

Mas nem tudo são rosas. «Existe o problema de ainda não termos o tratado do trabalhador transfronteiriço e isso, sim, cria problemas nos colaboradores que querem atravessar a ponte, de ambos os lados, para trabalhar em Portugal ou Espanha», afirma Manuel Cunha Júnior, acrescentando que «este é um ponto que está muito atrasado, mas que é extremamente importante para a consolidação de investimentos».

O líder da AECV-CCI salienta que também «uma regulação fiscal, tanto para o colaborador como para as empresas» seria benéfica para uma economia que vive muito das dinâmicas comercial e turística alimentadas pelo maior poder de compra dos cidadãos espanhóis. «Há cada vez mais procura e mais visitantes. Temos trabalhado fortemente nesta captação, com eventos em vários concelhos e cada vez mais se torna claro que temos tido bons resultados, neste domínio».

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