16 MAR 2026

O comandante dos Bombeiros Sapadores de Braga, Nuno Osório, refutou hoje, em tribunal, todas as acusações de assédio moral que lhe são dirigidas por uma antiga funcionária da corporação, afirmando que se trata de “pura mentira”.

No início do julgamento, Nuno Osório referiu que sempre tratou “com toda a cordialidade e respeito” a funcionária e que ficou “estupefacto” quando teve conhecimento da queixa.

No processo, é ainda réu um adjunto do comando, que também negou qualquer tratamento passível de ser enquadrado no conceito de assédio moral.

Em causa uma ação cível, em que a autora reclama uma indemnização superior a 51 mil euros, pelos danos patrimoniais e não patrimoniais que diz ter tido em resultado do “tratamento ignóbil que sofreu às mãos dos réus”.

Fala, designadamente, em “consequências nefastas graves” para a sua saúde psicológica e diz que esteve seis meses de baixa.

Alega que tudo terá a ver com o facto de a irmã, jurista, ter conduzido um processo disciplinar no município da Figueira da Foz contra Nuno Osório, quando este ali trabalhou.

Para a autora da ação, Nuno Osório terá sido movido por “uma espécie de vingança” e a forma que encontrou foi “descarregar” em cima dela.

A queixosa trabalha no município de Braga desde 2020 e, dois anos mais tarde, depois de lhe ter sido atribuído o estatuto de vítima de violência doméstica, foi colocada na secretaria dos Bombeiros Sapadores de Braga, alegadamente para ficar mais protegida.

No entanto, poucos meses depois terá começado a ser tratada pelo comandante “de forma imprópria, autoritária e humilhante”, passando a viver “o inferno”.

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