O ministro da Educação exonerou o professor de Moral que foi condenado a oito anos de prisão por 62 crimes de abuso sexual de 15 alunas de uma escola de Vila Nova de Famalicão.
Em resposta escrita hoje enviada à Lusa, o ministério refere que a sanção aplicada “é justa e proporcional, considerando o grau de culpa do trabalhador, a particular responsabilidade que sobre si recai pelas funções desempenhadas e as circunstâncias da prática dos factos pelos quais foi condenado judicialmente”.
Acrescenta que o docente já foi notificado da decisão do ministro e da sanção de demissão.
Em outubro de 2024, o professor foi condenado, pelo Tribunal de Guimarães, a oito anos de prisão, e na pena acessória de proibição de exercer, pelo período de 10 anos, profissão, emprego, funções ou atividades públicas ou privadas, cujo exercício envolva contacto regular com menores.
O tribunal imputou-lhe 62 crimes de abuso sexual de menores dependentes, cometidos sobre 15 alunas da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão.
As vítimas tinham entre 14 e 17 anos.
À data dos factos, ocorridos entre 2014 e 2018, o arguido era docente de Educação Moral e Religião Católica e professor de teatro.
Na leitura do acórdão, a juíza presidente rejeitou, por completo, a tese de “cabala” defendida pelo docente, acrescentado que o mesmo era “um mestre na arte de manipulação e dissimulação”.