O tradicional Lanço da Cruz de Valença voltou, esta segunda-feira, 7 de abril, a mobilizar milhares de pessoas nas margens portuguesa e galega do rio Minho, numa edição marcada pelo recente reconhecimento como Património Cultural Imaterial, inscrito no Inventário Nacional.
O momento central decorreu ao final da tarde, com o compasso fluvial a partir do Cais da Senhora da Cabeça, reunindo embarcações portuguesas e galegas numa procissão no rio. A meio do percurso, cruzaram-se as duas margens, com os párocos a acompanharem simbolicamente o trajeto entre territórios, enquanto as cruzes eram dadas a beijar aos peregrinos.
O ritual incluiu ainda a bênção das redes, embarcações e pescadores, mantendo práticas ancestrais ligadas à atividade piscatória.