07 ABR 2026

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, disse esta terça-feira no parlamento que "não vai haver atraso" nas obras do primeiro troço da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, previstas arrancar este ano e terminar em 2030.

"Entendemos que não vai haver atraso, a IP [Infraestruturas de Portugal] sinalizou-nos isso de uma forma muito clara, nomeadamente até porque foi antecipada a assinatura do próprio contrato e, portanto, temos aí alguma folga. Acreditamos que continuamos dentro dos prazos previstos anteriormente", disse hoje no parlamento.

Miguel Pinto Luz foi ouvido na comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação no âmbito de um requerimento do PS sobre a alteração da localização da estação de Vila Nova de Gaia (distrito do Porto) na LAV (linha de alta velocidade) Porto–Lisboa, que gerou polémica com alterações que o consórcio construtor quis fazer, sem sucesso, de Santo Ovídio para Vilar do Paraíso, 'chumbadas' pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

O ministro recordou ainda que, caso não seja cumprido o prazo de 2030, haverá penalizações para o concessionário AVAN Norte (Mota-Engil, Teixeira Duarte, Alves Ribeiro, Casais, Conduril e Gabriel Couto), "desde logo a perda imediata dos pagamentos por disponibilidade a que seria obrigado o contrato, nomeadamente 100 milhões de euros/ano que são perdidos por atraso, por indisponibilidade da infraestrutura".

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