08 ABR 2026

A Câmara Municipal de Braga vai avançar com o processo de requalificação de todo o Teatro Romano da Cividade, para que possa ser totalmente fruído por residentes, visitantes e turistas. O propósito é aumentar a oferta cultural associada às origens da cidade. A garantia foi dada ao Diário do Minho pelo presidente da autarquia bracarense, que enquadra a operação num conjunto mais vasto do legado patrimonial de Bracara Augusta. «Nós, hoje, temos alguns museus em Braga e temos outros espaços que vão ser inaugurados nos próximos anos. A aposta que queremos fazer é valorizar o património cultural e arqueológico de Braga», disse João Rodrigues, acrescentando que depois do projeto de reabilitação da Ínsula das Carvalheiras, o grande desafio é agora «o destapar literalmente do Teatro Romano».

«Nós temos um Teatro Romano enterrado, que é, possivelmente, dos teatros em condições de serem apresentados quer aos visitantes quer à população, dos que estão em melhores condições. Não só na Península Ibérica, como mesmo na Europa toda», sublinhou o autarca, assumindo que «essa é uma prioridade» do Executivo Municipal que lidera.

Convicto de que Braga dispõe de «um núcleo de interesse do período romano absolutamente extraordinário», o presidente da Câmara Municipal considera que toda essa riqueza monumental «não está a ser aproveitada como devia». Para João Rodrigues esse potencial turístico e cultural resulta mais evidente «agora, com a reabilitação e a disponibilização da Ínsula das Carvalheiras à população bracarense e aos visitantes».

«E com a intervenção no Teatro Romano, acho que passamos a ter um novo polo de atração no centro histórico de Braga», destaca João Rodrigues, notando que «tudo o que aumente o número de visitantes e os números que mexem com a economia da cidade são projetos que devem ser considerados altamente interessantes, sobretudo até numa altura em que o centro histórico da cidade vive, claramente, um período de reforma» e que deve mobilizar a Câmara Municipal, a Associação Empresarial de Braga, as empresas, os cidadãos, o movimento associativo e as junto às freguesia.

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