13 MAI 2026

A Coindu, indústria de componentes têxteis para o setor automóvel, vai implementar um ‘lay-off’ de seis meses, de maio a novembro de 2026, que poderá vir a abranger 493 trabalhadores.

Em comunicado, a empresa sediada em Vila Nova de Famalicão, e que emprega atualmente 752 pessoas, justifica a decisão com os desafios que tem enfrentado “devido à conjuntura global e à redução de encomendas do setor automóvel”.

A empresa destaca que a conjugação dos recentes eventos relacionados com as tarifas de importação nos principais mercados mundiais, como Estados Unidos e China, juntamente com os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, “tem causado um impacto negativo na confiança do mercado”. Esse cenário tem-se repercutido na indústria automóvel, afetando a atividade e a faturação da Coindu.

“Para responder ao excesso temporário de pessoal e à pressão financeira, a empresa vai implementar um 'lay-off' de seis meses, de maio a novembro de 2026. No total, estima-se que as várias fases deste processo venham a abranger 493 colaboradores de diferentes áreas de atividade da empresa ao longo de 2026”, detalha o produtor de componentes interiores para automóveis.

A medida foi decidida e comunicada aos trabalhadores esta semana, “inserida no contexto do diálogo aberto e transparente que a administração vem mantendo com a organização, colaboradores e demais ‘stakeholders’ [partes envolvidas] ao longo de todo o processo de reestruturação”, assegura a Coindu.

A empresa informa ainda que a suspensão dos contratos dependerá das necessidades produtivas e será baseada em critérios objetivos, sociais e operacionais. “Todos os setores da empresa serão impactados em diferentes graus e momentos, sendo a medida aplicada de forma faseada para reduzir e repartir o impacto entre os trabalhadores”, acrescenta.

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