A estratégia territorial inscrita no novo Plano Diretor Municipal (PDM) de Braga passa por «preencher os espaços vazios», densificar a zona urbana e utilizar o solo «de forma racional e inteligente», defendeu António Zamith Rosas, do município de Braga, numa das intervenções integradas na Grande Conferência “Novo ciclo para o território”, no Forum Braga.
Na sua intervenção, António Zamith Rosas afirmou que o novo PDM, aprovado há um mês, reflete uma estratégia política contínua e alinhada com a visão do atual Executivo Municipal.
O responsável sublinhou que o território é um «bem escasso que não se produz» e, por isso, exige «uma gestão muito rigorosa de cada metro quadrado disponível». «O desafio é com o mesmo número de quilómetros quadrados acomodarmos mais pessoas, mais empresas, mais habitação e mais espaços verdes», afirmou, defendendo uma abordagem mais eficiente à ocupação do território.
Segundo o responsável, o planeamento urbano tradicional está a tornar-se insuficiente perante a rapidez das transformações territoriais. «Parece-me pouco estratégico fazermos planeamento a dez anos, deveria haver planeamento a 50, 60 anos», disse, acrescentando que o futuro do ordenamento passará por ferramentas tecnológicas de monitorização em tempo real, como drones e sistemas de visualização dinâmica do território.
O responsável destacou ainda dois conceitos centrais da nova estratégia urbanística: «densificação e permeabilização». Nesse contexto, defendeu uma utilização mais intensa do solo urbano já ocupado e uma mudança de paradigma relativamente à altura dos edifícios. «Braga tem de descolar do paradigma de que os prédios não podem ser muito altos. Temos é de beneficiar o espaço público, o território», afirmou.
No final da intervenção, defendeu uma visão mais internacional para o concelho. «Cada vez mais Braga tem de estar no radar internacional e quem faz a gestão dos territórios tem de estar permanentemente a ouvir sinais do exterior», concluiu.