Avançar para a criação de uma Unidade Local de Saúde (ULS) de matriz universitária e manter a gestão do hospital de Braga na esfera pública. São as reivindicações da Comissão de Trabalhadores da ULS de Braga, que reafirmou «a sua posição firme contra o regresso ao modelo de Parceria Público-Privada».
Em comunicado enviado ao Diário do Minho, o coordenador da Comissão de Trabalhadores, Camilo Ferreira, assegura que «o modelo público, atualmente implementado, trouxe melhorias claras e mensuráveis, incluindo aumento do número de cirurgias, mais consultas, maior estabilidade profissional e melhores condições de trabalho», pelo que «recuar para o modelo da PPP seria um retrocesso e poderia provocar a saída de profissionais, comprometendo gravemente a capacidade de resposta do hospital». A Comissão de Trabalhadores considera que o futuro da ULS tem que ser enquadrado no «reforço do Serviço Nacional de Saúde» e na «consolidação de um modelo mais robusto e integrado», que contemple o avanço para uma Unidade Local de Saúde Universitária», que implica a inclusão da formação académica de médicos no âmbito do hospital e dos centros de saúde.
A entidade que representa os profissionais das diversas unidades de saúde de Braga defende que o modelo universitário «oferece múltiplas vantagens», como a «integração com a Universidade do Minho, promovendo ensino e formação de qualidade»; maior «potencial de investigação e inovação, fortalecendo o conhecimento médico e científico»; mais «atração e fixação de profissionais qualificados, essenciais para garantir a continuidade e qualidade dos serviços»; e uma «melhoria da qualidade dos cuidados prestados, beneficiando diretamente utentes e a comunidade». Salienta Camilo Ferreira que «um hospital deve ser um centro de conhecimento, formação e excelência clínica», pelo que «só um modelo público forte, articulado com o ensino e com autonomia suficiente, permite alcançar este objetivo».