A Associação de Festas de São João de Braga (AFSJB) e a Associação Empresarial de Braga (AEB) assinaram ontem um protocolo que, na prática, traz benefícios para comerciantes de Braga, mas também às próprias festas sãojoaninas. Entre os pontos essenciais estão a gestão da venda de bebidas durante as festas e o incentivo à organização de eventos, nomeadamente arraiais, que trazem potenciais clientes, bem como o envolvimento direto dos associados no São João de Braga.
O documento que formaliza o estreitamento da parceria foi rubricado por Ana Daniela Pereira, presidente da AFSJB; e Rui Marques, diretor-geral da AEB. Rui Marques explicou que o protocolo traduz-se no estreitar relações que já existem, mas que vão ter resultados concretos. «Em primeiro lugar, a Associação Empresarial Braga pode dar aqui um suporte à Associação de Festas, porque a Associação de Festas é uma associação que não tem trabalhadores, digamos assim. Trabalha num regime, sobretudo, voluntariado. E existem questões de procedimentos associados a autorizações, seja para a organização de festas, seja para o licenciamento de espaços, que a própria Associação de Festas sentia que fazia falta algum suporte. E a AEB pode dar esse suporte».
Por outro lado, acrescenta o diretor-geral da AEB, é muito importante para a AEB conseguir «aproximar, envolver mais o comércio local nas festas de São João. O comércio local gosta dos grandes eventos na cidade, mas gosta de ser envolvido de forma proativa», referiu.
Assim, a AEB vai gerir os stands de vendas de bebidas, fazendo um concurso onde os comerciantes são privilegiados. «Nós vamos fazer um procedimento relativamente simples, em que privilegiamos duas condições que para nós são críticas: a proximidade geográfica de estabelecimentos aos próprios stands; depois o vínculo à AEB enquanto associado, e depois será por ordem de candidaturas. Portanto, as primeiras candidaturas a chegar e que observem estes critérios serão aquelas que terão prioridade», explicou. Até porque, esta era uma reivindicação antiga. Ou seja, os comerciantes de Braga não eram os principais beneficiados das vendas de bebidas.