26 MAI 2026

O presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso desvalorizou, em absoluto, a posição assumida por uma junta de freguesia do concelho no processo de elevação da vila povoense a cidade.

«Este não “rotundo” [da Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso] não representa absolutamente nada», ironizou ontem Frederico Castro, em declarações aos jornalistas a propósito da auscultação consulta à população, que o executivo da Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso diz ter feito entre os dias 17 e 23 de maio.

«Em 2025, votaram mais de 16 mil pessoas [nas eleições para a Câmara Municipal da Póvoa de Panhoso] e eu fui eleito por mais de 8300 votos num ato eleitoral formal. Portanto, não tem comparação» com os resultados da auscultação feita pela Junta de Freguesia, que, em comunicado, deu nota que na simulação de voto à elevação a cidade, 882 cidadãos da freguesia do centro da Póvoa de Lanhoso expressaram-se contra a elevação a cidade e 129 expressaram-se a favor da pretensão que é liderada pela Câmara Municipal.

Frederico Castro esgrime o peso dos números e sublinha que o ato assumido pela Junta liderada por Paulo Silva, do PSD, «representa só uma posição político-partidária de uma junta de freguesia que está instrumentalizada por um partido, que é uma coisa que nunca devia acontecer». Enfatiza o edil que a população que participou na auscultação «corresponde a pouco mais do que 5% das pessoas que votam no concelho da Póvoa de Lanhoso»

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