Com mais de 34 mil empresas, que empregam cerca de 90 pessoas e que exportam 2,8 milhões de euros por ano, o tecido empresarial do Alto Minho está entre os mais representativos do Norte do país. Mas perante os critérios europeus cada vez mais exigentes nas áreas da Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG na sigla inglesa), a maioria das empresas altominhotas enfrenta o desafio de adaptação às exigências crescentes dos clientes, bancos, investidores, cadeias de fornecimento e regulação da União Europeia, que podem comprometer o acesso a financiamento bancário e a fundos europeus e à subsequente perda de competitividade.
Para ajudar as empresas a integrar as novas exigências na sua gestão, o Norte 2030 lançou o projeto “Novo Rumo a Norte – Rumo à Sustentabilidade”. O projeto, que envolve a Associação Empresarial de Portugal (AEP), está a promover um ciclo de webinars gratuitos dedicado à apresentação de uma ferramenta de diagnóstico ESG dirigida às empresas da região Norte.
«A iniciativa integra o projeto “Novo Rumo a Norte – Rumo à Sustentabilidade”, criado para apoiar a transição sustentável e digital das empresas, reforçando a sua competitividade, capacidade de adaptação e preparação para os desafios regulatórios e de mercado», disse fonte da AEP, precisando que em causa está «um investimento global de 924,6 mil euros», verba que é cofinanciada pelo Norte 2030.
O projeto prevê apoiar até 500 Micro e Pequenas Médias Empresas da região Norte até 2027, através de diagnósticos ESG, capacitação, ferramentas práticas
e disseminação de boas práticas empresariais.