Braga vai dar continuidade a vários projetos que nasceram da Capital Portuguesa da Cultura, em 2025, mantendo a aposta no setor como elemento fundamental da vida na cidade, disse à Lusa o administrador executivo da empresa municipal Faz Cultura.
De acordo com Nuno Gouveia, administrador executivo da Faz Cultura, Braga considerou que o projeto da Capital Portuguesa da Cultura “não foi um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida para algo mais”.
Nesse contexto, hoje, às 18:00, vai ser apresentado um livro intitulado “B25”, no Theatro Circo, que reúne “fotografias de algumas das mais de 1.300 atividades [... do] programa, bem como 25 testemunhos de participantes na construção da Braga 25 — artistas, agentes culturais, associações, cidadãos bracarenses de diferentes áreas de intervenção”.
Nuno Gouveia explicou que o município, a par da Faz Cultura, decidiu que o “legado continuasse no tempo”, optando pela continuidade de alguns projetos.
Assim, o projeto de incentivo à criação e difusão das artes performativas Supracasa vai abrir uma nova convocatória em setembro, depois de edições em 2024 e 2025.
Também com continuidade prevista está o Clube Raiz, de apoio à música popular portuguesa, integrado igualmente na programação do Theatro Circo e que vai contar com um concerto em outubro com Vitorino e Janita Salomé, com o pianista João Paulo Esteves da Silva e o grupo de Cantadores do Redondo.
Nuno Gouveia realçou ainda o caso do Festival Extremo, que acontece na fronteira entre Braga e Guimarães, em 18 de julho, com a presença de artistas como Alessandro Cortini e Valentina Magaletti, entre outros.
Dentro desta dinâmica insere-se ainda o Festival Square, que vai ter Braga por epicentro e expandir-se por Guimarães, Viana do Castelo e Vila Nova de Famalicão, em janeiro de 2027.
“É um festival dedicado à música emergente dos países que banham o Atlântico, portanto do continente europeu, africano, América do Sul e América do Norte”, sublinhou Nuno Gouveia, que indicou que ainda esta semana seria lançada uma ‘open call’.