25 JUN 2026

Os resíduos de medicamentos são um dos principais poluentes emergentes, devido à sua presença nos ecossistemas aquáticos. Um estudo liderado pela Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM) revelou agora que a composição da água pode influenciar a eficiência da remoção destes fármacos.

O trabalho incidiu no fosfato de cloroquina, usado para tratar a malária e doenças autoimunes como artrite reumatoide ou lúpus, e removeu-o até 83% em água potável. A pesquisa foi publicada na revista "Scientific Reports", do grupo Nature, e poderá contribuir para futuras tecnologias de descontaminação da água.

Os autores são Fangyuan Zheng, Pedro M. Martins (ambos do Centro de Biologia Molecular e Ambiental e do Instituto para a Bio-Sustentabilidade na ECUM), Senentxu Lanceros-Méndez (do Centro de Física na ECUM e do espanhol BCMaterials) e Roberto Fernández de Luis (também do BCMaterials). A pesquisa teve apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, do Ministério da Ciência e Inovação de Espanha, do Governo Basco e do Horizonte Europa (bolsa Marie Curie), no âmbito dos projetos científicos 3DMemBio, HyPerRem e Modules.

A investigação incidiu no fosfato de cloroquina, por ser um exemplo de poluente persistente, ou seja, difícil de eliminar pelos sistemas comuns de tratamento de águas. Muitos estudos na área testam os materiais apenas em água ultrapura de laboratório, mas desta vez inovou-se ao testar também em água potável e em água do mar sintética, aproximando-se das condições encontradas no ambiente.

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