25 JUN 2026

O presidente Confederação Empresarial de Portugal defendeu esta quinta-feira que a discussão sobre as alterações à lei laboral deve ser retomada, mas que o processo não deve ser "precipitado" e que deve existir "um documento novo de raiz".

Em declarações à Lusa, à margem da iniciativa "O Futuro de Portugal”, organizada pelo IDL - Instituto Amaro Da Costa, em Lisboa, Armindo Monteiro indicou que o 'chumbo' da proposta de lei de revisão da legislação laboral não invalida que a discussão seja retomada.

"O propósito para as alterações propostas continua a ser absolutamente premente", defendeu, considerando que continua a haver "uma necessidade de fazer uma alteração ao Código do Trabalho". Para o líder da CIP, parceiros sociais e Governo têm agora "uma oportunidade de fazer diferente".

Questionado sobre se a discussão deve ser retomada já na próxima reunião de Concertação Social, Armindo Monteiro considera que "este processo não pode ser um processo precipitado" e que "os parceiros [sociais] têm que estar de acordo" com a necessidade de retomar a discussão. Deste modo, para a CIP, caso a discussão seja retomada, esta deve partir de "um documento novo de raiz".

No entanto, o presidente desta confederação sublinha que a necessidade de mexer nas leis laborais "não é uma birra da CIP". "A CIP tem muitas discussões e portanto não quer concentrar toda a sua energia em volta do Código do Trabalho", sublinhou, dando como exemplos os salários e as pensões.

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