Os autarcas das duas margens do rio Minho exigem ao governo espanhol uma “resposta política coordenada” para os problemas associados ao assoreamento, perda de navegabilidade ou erosão costeira, foi divulgado esta segunda-feira.
Em comunicado, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho explica que os municípios banhados pelo rio Minho entregaram na sexta-feira uma Declaração Institucional ao Governo de Espanha a defender “a construção de um Plano Operacional Conjunto para o Rio Minho, com prioridades definidas, responsabilidades identificadas e capacidade efetiva de execução”.
O documento “alerta para o agravamento de problemas associados ao assoreamento, perda de navegabilidade, erosão costeira, gestão de caudais, proliferação de espécies invasoras e degradação ecológica”, acrescenta o agrupamento que integra concelhos espanhóis e municípios do distrito de Viana do Castelo.
“A declaração foi entregue na Corunha, durante uma reunião da Comissão Permanente Internacional do Pacto Rio Minho com o delegado do Governo de Espanha na Galiza, Pedro Blanco Lobeiras, dedicada aos principais desafios que afetam o rio e à necessidade de reforçar a coordenação entre Portugal e Espanha”, explica o AECT, que é liderado pelo presidente da Câmara de Valença.
O documento sublinha que o rio Minho “constitui um recurso ambiental, social, económico e identitário estratégico para os dois países, mas que os seus principais desafios continuam sem merecer uma atenção política proporcional à sua importância”.
De acordo com o AECT, o delegado do Governo de Espanha na Galiza “comprometeu-se a transmitir a declaração e as preocupações apresentadas à ministra para a Transição Ecológica e o Reto Demográfico, Sara Aagesen Muñoz, bem como ao respetivo secretário de Estado do Meio Ambiente”.