30 JUN 2026

O número de pessoas sem médico de família aumentou quase 66 mil nos primeiros cinco meses deste ano, mais do que os cerca de 53 mil novos inscritos nos cuidados de saúde primários no mesmo período.

Dados do portal da transparência do Serviço Nacional de Saúde (SNS), consultados pela Lusa, indicam que o número de utentes sem um especialista de medicina geral e familiar atribuído subiu dos 1.601.018 em janeiro para os 1.666.823 em maio, ou seja, mais 65.805.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a que concentra a grande maioria de pessoas que aguardam por ter médico de família, que chegavam às 1.165.496 em maio, mais cerca de 35 mil do que em janeiro, contrastando com o Norte, onde o número de utentes nessa situação não chega aos 100 mil.

Setembro de 2019 foi o mês dos últimos dez anos com menos pessoas sem médico de família (641.228), menos cerca de um milhão do que em maio deste ano.

Quanto ao número de inscritos nos cuidados de saúde primários (centros de saúde), passou dos 10.746.324 para os 10.799.807 entre janeiro e maio, o que se traduz num aumento de 53.483 novos utentes.

Já o número de pessoas com médico de família atribuído baixou ligeiramente dos 9.133.697 para os 9.121.566, representando uma redução de 12.131 utentes do SNS, indicam os dados oficiais.

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