Os preços das casas em Portugal subiram 8,9% em junho face ao mesmo mês de 2025. Apesar de o ritmo de crescimento ter abrandado face aos 10,2% registados em maio, os preços da habitação continuam a aumentar e a renovar máximos históricos.
Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo de 3.156 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de junho, tendo em conta o valor mediano, o que representa um novo máximo histórico, alcançado pelo oitavo mês consecutivo. Em termos trimestrais, os preços aumentaram 1,6%.
Em junho de 2026, os preços das casas à venda subiram em todas as 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas. As maiores subidas anuais registaram-se em Portalegre (25,8%), Castelo Branco (24,3%), Santarém (24,2%), Beja (23,5%) e Viseu (23,2%). Seguem-se Bragança (19,6%), Coimbra (19%), Leiria (17,7%), Viana do Castelo (16,8%) e Faro (14,6%). Também Vila Real (13,9%), Braga (11,1%), Aveiro (9,7%), Setúbal (9,5%), Ponta Delgada (9,1%) e Guarda (9%) apresentaram valorizações expressivas.
Já Évora (8,1%), Funchal (7,6%), Porto (6,9%) e Lisboa (5,8%) registaram aumentos mais moderados.
Lisboa mantém-se como a cidade onde é mais caro comprar casa, com um preço mediano de 6.107 euros/m2. Seguem-se o Porto (4.053 euros/m2), o Funchal (3.921 euros/m2) e Faro (3.766 euros/m2). No quinto lugar surge Setúbal, com 3.143 euros/m2. Logo depois posicionam-se Aveiro (2.792 euros/m2), Évora (2.663 euros/m2), Coimbra (2.449 euros/m2), Ponta Delgada (2.393 euros/m2), Viana do Castelo (2.320 euros/m2) e Braga (2.276 euros/m2).