O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse esta terça-feira que a nova ponte sobre o rio Lima fica concluída “este mês”, não se mostrando “preocupado” com a inauguração da infraestrutura, orçada em 19,5 milhões de euros.
“O que importa mesmo é concluir a obra neste mês e, deixá-la em segurança. Foi difícil, foi um processo complexo, mas que está a chegar ao seu término em termos do que é a formalidade, em termos do que foi formalidade, o que é também a sua execução”, afirmou o socialista Luís Nobre aos jornalistas no final da reunião do executivo municipal.
“Não estou tão preocupado [com a inauguração da nova ponte sobre o rio Lima], prepararemos esse processo depois com toda tranquilidade”, adiantou.
A travessia terá cerca de 1,95 quilómetros e ligará a EN 203, em Deocriste, à EN 202, em Nogueira.
Luís Nobre disse que “fechar todo processo de construção da nova ponte é, naturalmente, encerrar o processo junto de todas as entidades, mas, neste caso, em particular junta da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N)”.
“O processo de financiamento, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Nesse sentido, concluir a obra, fechar formalmente o processo e depois pensar na inauguração ou na abertura pode ser também desencontrada. A abertura e a inauguração podem ser desencontradas. Neste momento, (…) foquem-se mesmo em acabar e no prazo”, afirmou o autarca.
O valor da empreitada, de 2024, já sofreu acréscimos, desde 215.613 euros, mais IVA, para trabalhos complementares e 176.533 euros, mais IVA, para reequilíbrio financeiro. Luís Nobre admitiu que “a obra saiu mais cara do que o esperado”, argumentando “não se constrói uma ponte todos os dias, com a complexidade que tem”.
“Não esperaríamos também os quatro meses de pluviosidade que tivemos, entre novembro e fevereiro, que foram absolutamente atípicos e trouxeram aqui uma dificuldade muito grande em termos do que são obras de construção civil”, apontou. “São obras de exterior, expostas áreas inundáveis, com o leito do rio a subir em momentos críticos do que era a execução da obra e, naturalmente, nós conseguimos ultrapassar”, reforçou.