A freguesia de Real volta a viajar no tempo com a realização da quarta edição da Feira Quinhentista de Real, promovida pela União das Freguesias de Real, Dume e Semelhe, que decorre até este domingo, no Largo de S. Francisco. O evento começou com um cortejo animado por músicos e malabaristas, dando início a um fim de semana dedicado à história, à cultura e às tradições.
No primeiro dia, os visitantes assistiram a um concerto com taças de som, atuações de saltimbancos, espetáculo de circo, queimada galega, oficinas e jogos medievais para famílias, terminando a noite com um espetáculo de fogo.
Para o presidente da União das Freguesias, Adolfo Reis, a principal meta da iniciativa é valorizar a identidade local. «As maiores expectativas que nós gostaríamos de ter com a realização deste evento é que toda a gente conhecesse a história de Real e os 500 anos de Real», afirmou.
O autarca destacou as novidades desta edição, entre elas a presença de animais, novos espaços temáticos e uma mostra de ofícios antigos. «Nós queremos que esta feira seja reconhecida. E, se queremos que esta feira seja reconhecida, temos de fazer cada vez melhor, ir inovando», sublinhou.
Adolfo Reis considera ainda que as recriações históricas são uma forma eficaz de aproximar as pessoas do passado da freguesia. «Às vezes a história não chega só a ler em livros. Através de uma recriação é mais fácil», referiu, acrescentando que o objetivo é que visitantes e residentes compreendam melhor o que representa Real na história.
A Feira Quinhentista de Real continua também a destacar-se pelo forte envolvimento da comunidade. «Isto envolve muito a comunidade e as forças vivas desta freguesia são precisamente as associações», salientou o presidente, defendendo que o evento ajuda simultaneamente as coletividades e a divulgar a freguesia.