17 JUL 2026

O debate em torno da habitação marcou o Período Antes da Ordem do Dia (PAOD) da última reunião de executivo municipal de Braga realizada esta quinta-feira à tarde.

O vereador da Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha, confrontou a maioria com os dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE), que apontam para uma quebra drástica de 45% no número de fogos licenciados em Braga no primeiro trimestre de 2026, em contracorrente com uma subida de 11,1% no preço mediano das casas. Para a IL, este cenário demonstra que os serviços de Urbanismo estão a asfixiar a oferta imobiliária com atrasos burocráticos graves, inflacionando os preços na cidade.

O presidente da Câmara Municipal, João Rodrigues, não contestou a quebra estatística apresentada, mas recusou o cenário de crise estrutural traçado pela oposição. O autarca social-democrata defendeu que a descida acentuada nos licenciamentos é um «efeito temporário de transição», natural num período em que a autarquia e os promotores imobiliários estiveram a adaptar-se às novas regras do recém-aprovado Plano Diretor Municipal (PDM).

João Rodrigues assegurou que a procura em Braga se mantém fortíssima e garantiu que existem atualmente «milhares de fogos» em carteira nos serviços municipais prontos para avançar, antevendo uma rápida retoma da construção.

Como resposta prática à crise no setor, o executivo municipal aprovou, também, o reembolso de 25% do IMT para jovens até aos 35 anos (inclusive) que adquiram habitação própria e permanente no concelho.

Esta importante medida de apoio financeiro direto pretende mitigar os elevados custos iniciais na compra de casa própria, ajudando ativamente a fixar as novas gerações e famílias em Braga.

×