A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga defende que o período de férias deve ser entendido como um direito e uma condição essencial para a dignidade humana.
Numa mensagem dedicada ao tempo de férias, a Comissão sublinha que descansar «não é um luxo, nem uma simples interrupção do calendário laboral», mas uma «necessidade humana, familiar, espiritual e social».
Afirmando que as férias permitem às pessoas reencontrarem tempo para a família, a amizade, a cultura, a natureza, o silêncio, a oração e o cuidado, o organismo da Arquidiocese de Braga destaca a importância de valorizar o descanso, a vida familiar e a dimensão espiritual, ainda que o trabalho seja essencial para a realização humana, participação social e independência económica.
«Num tempo marcado pela pressa, pela produtividade e pela pressão permanente, importa afirmar com clareza: a pessoa é mais importante do que o trabalho», sublinha.
Citando a passagem da encíclica “Magnifica humanitas”, em que o Papa Leão XIV afirma que «o trabalho não é um mero instrumento, mas expressa e enriquece a dignidade da nossa vida», sendo «um ordinário caminho para a maturidade, o desenvolvimento e a realização pessoal», a Comissão afirma que «precisamente por isso, o trabalho não pode absorver toda a existência».
A mensagem salienta que quando o trabalho ocupa um «lugar excessivo» na vida de cada um, «ficam feridas a dignidade da pessoa, a vida familiar e a própria qualidade da sociedade».