22 JUL 2026

A Câmara Municipal de Braga vai gerir diretamente cerca de 91 milhões de euros dos 130 milhões previstos na Estratégia Local de Habitação (ELH), documento revisto recentemente e que define os principais investimentos na área até 2030.

Segundo o presidente da autarquia, João Rodrigues, cerca de 55% deste montante corresponde a intervenções promovidas pelo município e os restantes 15% a projetos desenvolvidos por entidades privadas diretamente ligados ao Município. O objetivo passa por reforçar a reabilitação urbana, aumentar a oferta de habitação e criar mais soluções de arrendamento acessível.

Entre as medidas em estudo está ainda a criação de um fundo de investimento com capitais públicos e privados destinado à reabilitação de imóveis devolutos e degradados. O autarca explica que o instrumento pretende mobilizar investimento privado para recuperar património urbano e disponibilizar mais habitação a preços acessíveis.

João Rodrigues considera que a pior resposta à crise da habitação seria travar a construção. Na sua opinião, isso faria aumentar ainda mais os preços das casas e dificultaria a fixação de jovens e famílias em Braga.

O presidente da Câmara defende que a resposta passa por continuar a construir, mas de forma planeada, acompanhando o crescimento da cidade com melhores transportes, equipamentos, espaços públicos e zonas verdes.

Quanto ao novo Plano Diretor Municipal (PDM), o autarca sublinha que este não constitui um programa de obras, mas sim um instrumento de ordenamento do território que cria condições para aumentar a oferta de habitação. O objetivo, conclui, é adaptar continuamente as políticas municipais às necessidades das famílias e contribuir para uma maior oferta de habitação acessível.

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