A Polícia Judiciária (PJ) deteve quatro pessoas suspeitas de pertencerem a um grupo sediado na região do Minho, que se dedicava à importação de significativas quantidades de resina de canábis, informou hoje aquele órgão de polícia criminal.
Em comunicado, a PJ esclareceu que levou a efeito uma operação policial de combate ao tráfico ilícito de estupefacientes que culminou com a detenção de três homens e uma mulher, com idades entre os 32 e os 44 anos, e o desmantelamento de uma rede que se dedicava à importação e distribuição de resina de canábis, proveniente do Norte de África.
“A operação foi desencadeada nos últimos dois dias em vários pontos do país, tendo as detenções ocorrido na localidade alentejana de Montemor-o-Novo”, refere a mesma nota.
Segundo a PJ, os detidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, tendo três deles ficado em prisão preventiva e o quarto em prisão domiciliária.
A Judiciária diz estar em causa um grupo organizado, sediado na região do Minho, que se dedicava à importação de significativas quantidades de resina de canábis, proveniente de Marrocos, para posterior comercialização em Portugal.
O grupo, de acordo com os investigadores, servia-se de diversas pessoas, que se deslocavam a Marrocos através do sul de Espanha e que depois regressavam a território nacional transportando significativas quantidades de haxixe no interior do organismo.
“A frequência das viagens e elevada qualidade do produto transportado tornaram o negócio altamente lucrativo e uma prática que perdurava há vários anos”, adianta a mesma nota.
Para além das detenções, as autoridades referem ter apreendido cinco quilogramas de resina de canábis, elevada quantidade de dinheiro em numerário, dois automóveis, diversos telemóveis e outros elementos de prova.