06 AGO 2026

A remoção de areias junto à plataforma de atraque da Polícia Marítima na Foz do rio Minho, Caminha, visando uma maior prontidão no socorro, arranca esta quinta-feira e fica concluída no fim de outubro, revelou a Agência Portuguesa do Ambiente.

A obra, com um prazo de execução de 90 dias (três meses) está orçada em 170 mil euros e vai retirar do local dois mil metros cúbicos de areia, avançou à Lusa o presidente da APA, José Pimenta Machado, na cerimónia de assinatura do auto de consignação da empreitada.

“O cais vai também ser prolongado mais para a frente, seis a sete metros, até ficar mais afastado da margem, minimizando as condições de ficar assoreado”, observou.

O comandante da Polícia Marítima de Caminha, Fernando Vieira Pereira, explicou que a intervenção vai permitir “uma maior prontidão” na atuação dos meios, nomeadamente com a ativação da Estação Salva-Vidas (ESV) de Caminha, prevista para outubro ou novembro.

“Com as condições com que está neste momento o cais, há condicionantes à utilização dos meios de socorro. Não o impede o socorro, nunca esteve em causa aqui a segurança e a prestação de socorro. No entanto, condiciona e dificulta um pouco mais o empenhamento dos meios”, esclareceu o também capitão do porto de Caminha.

Assim, a obra tem a “grande vantagem” de permitir ter o meio da ESV “permanentemente atracado”.

“Atualmente, temos os meios fundeados ao largo e atuamos a partir do pontão com uma embarcação mais pequena. Quando concluirmos esta empreitada, seremos capazes de projetar a partir diretamente do cais da amarração”, explicou.

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