14 AGO 2026

A terceira romaria de São Bento da Porta decorre em plena 54.º Semana Nacional das Migrações, subordinada ao tema “Da fragilidade à Esperança”.

No início da Eucaristia solene do dia principal, esta quinta-feira, presidida pelo bispo auxiliar de Braga, D. Nélio Pita, o reitor do santuário, o padre António Loureiro Lopes, associou o santuário à iniciativa através de orações pelos migrantes e refugiados e colocou no centro da celebração as situações de fragilidade e o apelo à construção de um mundo mais fraterno.

«Caminhamos como irmãos e lado a lado, a caminho da construção de um mundo com futuro. Trazemos a nossa vida e a vida na alegria ou na dor, do trabalho ou da oração, viemos com fé, rezamos uns com os outros e uns pelos outros, estamos todos com Deus», afirmou o reitor, saudando os milhares de peregrinos que se deslocaram ao santuário para a grande romaria de agosto, um dos momentos de maior expressão da religiosidade popular em Portugal.

Destacando o significado espiritual destes dias, em que muitos fiéis interrompem o quotidiano para cumprir a sua devoção a São Bento, o sacerdote aproveitou para convidar os presentes a redescobrirem o significado da Eucaristia, enquanto experiência de comunidade e partilha, afirmando que a celebração deve ser vivida como uma família «sentada à volta da mesma, partilhando a mesma história e o mesmo pão».

Evocando a tradição beneditina, o reitor relacionou a experiência dos peregrinos com o lema “Ora e Trabalha”, apresentado como um caminho de fé e de compromisso. «Trazemos na mão e no coração o resultado das nossas ceifas, o trigo novo, deixando correr para produzir frutos abundantes, de caridade, nesta escola de São Bento, “ora e labora”», afirmou.

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