A Inteligência Artificial (IA) deve ser encarada pelas empresas como uma ferramenta para potenciar o trabalho e não como uma substituta das pessoas. A ideia marcou a mesa-redonda «Humanidade no Tempo da IA: tecnologia, trabalho e propósito», realizada no âmbito da cerimónia de entrega de diplomas da Executive Academy da Católica Braga.
Sérgio Agrelos, administrador e COO da F3M, considerou «inevitável» a utilização da IA nas empresas e defendeu que é necessário ultrapassar o «estigma do substituir». «Não se consegue parar o vento com as mãos», afirmou, sustentando que as organizações devem procurar retirar o melhor partido da tecnologia, mas «sempre com a pessoa como foco».
O administrador frisou ainda que «gerir empresas é gerir pessoas» e rejeitou que as decisões sejam transferidas integralmente para a tecnologia. «Eu não quero que uma ferramenta de IA decida por mim», afirmou, defendendo a utilização destas soluções como apoio ao trabalho humano.
Nuno Veloso Santos, CEO e diretor- -geral da IBD Global Portugal, Grupo Bernardo da Costa, apontou às lideranças a responsabilidade de desmistificar os receios em torno da IA. «As pessoas têm que estar sempre no centro das organizações», salientou.