A associação bracarense “Virar a Página”, referência local no apoio alimentar de emergência, está a passar por «muitíssimas dificuldades» e pode ver comprometida a continuidade do serviço se não surgir o reforço de apoios.
Ao Diário do Minho, a presidente da direção sublinhou as dificuldades crescentes e o esforço diário para garantir refeições a quem bate à porta, com resposta rápida e muito pouca burocracia. Sem apoios estáveis, a estrutura vive atualmente com «imensas dificuldades», apesar de pedidos pontuais acolhidos pela Câmara Municipal de Braga.
Helena Pina Vaz confessou a inevitabilidade de dispensar a única funcionária assalariada. «Só ainda não a dispensámos porque lhe queremos arranjar uma alternativa antes disso. Não temos mesmo forma de fazer face às despesas, porque não podemos contar com nada certo», disse, acrescentando que «teremos de ser nós a fazer todo o trabalho, porque não temos como garantir um salário mensalmente».
O trabalho passará, assim, a depender exclusivamente dos voluntários, que já enfrentam constrangimentos logísticos, como recolhas de última hora de excedentes em fins de semana e eventos.