As desigualdades socioeconómicas nas escolas portuguesas não diminuíram nos últimos anos, ao contrário da tendência registada na média dos países da OCDE, revela o maior estudo internacional sobre educação divulgado esta terça-feira.
A origem das famílias continua a ter muito peso no sucesso académico dos alunos portugueses, segundo o Programme for Interacional Student Assessment (PISA), que envolveu mais de 760 mil alunos de 91 países e economias, entre os quais quase sete mil jovens de 225 escolas portuguesas.
Os resultados dos portugueses de 15 anos avaliados no ano passado revelam que estão mais fracos a Matemática, Leitura e Ciências, as três disciplinas avaliadas.
Além disso, aumentou o fosso que separa os alunos mais favorecidos dos mais carenciados: Os alunos do grupo dos 25% socioeconomicamente mais favorecidos obtiveram mais 92 pontos em Ciências do que os 25% mais desfavorecidos, quando a média nacional foi de 482 pontos.
Os investigadores sublinham que entre 2015 e 2025 esta diferença entre alunos permaneceu estável em Portugal, não acompanhando a tendência de convergência entre os dois grupos registada na OCDE.