09 SET 2026

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) considera que o avanço da Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra–As Neves (PLISAN), na Galiza, pode representar uma oportunidade estratégica para reforçar a competitividade, a capacidade exportadora e a atração de investimento no Alto Minho. Contudo, a associação alerta que os benefícios para o território português não estão garantidos e dependem de uma estratégia coordenada entre os dois lados da fronteira.

Promovida pela Xunta de Galicia, pela Autoridade Portuária de Vigo e pelo Consorcio da Zona Franca de Vigo, a PLISAN deverá ocupar cerca de 309 hectares. Segundo informação publicada pelo jornal O MINHO, o projeto já emprega mais de mil pessoas e poderá ter impactos relevantes na atividade empresarial, no emprego e na dinâmica económica do Vale do Minho.

Para a AEMinho, é essencial que Portugal esteja preparado para acompanhar este desenvolvimento. A associação defende uma agenda económica conjunta entre entidades públicas e empresariais portuguesas e galegas, com prioridades e investimentos definidos nas áreas das acessibilidades, ferrovia, logística e localização empresarial.

«A PLISAN não deve ser vista apenas como uma infraestrutura galega. É uma oportunidade para construir uma verdadeira plataforma económica transfronteiriça, capaz de articular indústria, logística, portos, ferrovia e mercados internacionais», afirma Ramiro Brito, presidente da AEMinho, defendendo que «Portugal tem de estar preparado para participar nesta dinâmica em condições competitivas».

Entre as prioridades apontadas estão a melhoria das ligações rodoviárias e ferroviárias entre o Alto Minho, a PLISAN e o Porto de Vigo, a disponibilização de solo industrial infraestruturado, a articulação entre plataformas logísticas e parques empresariais e a criação de mecanismos conjuntos de captação de investimento.

A associação quer ainda promover internacionalmente o eixo Alto Minho–Galiza como localização industrial e exportadora e apostar na qualificação dos trabalhadores para responder às necessidades das empresas dos dois lados da fronteira.

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