31 JUL 2025

O incêndio que deflagrou na segunda-feira em Ponte de Lima e que foi dominado na madrugada desta quinta-feira consumiu mais de 800 hectares de mato e floresta, disse à Lusa o vereador da Proteção Civil.

Carlos Lago adiantou que o fogo consumiu mato e floresta, sendo que uma parte da zona que ardeu era uma área florestal bastante produtiva”. “Era uma floresta rica de Ponte de Lima”, observou.

A frente de fogo que ameaçava a freguesia de Vitorino de Piães foi dominada às 5h00 e entrou em fase de rescaldo. Pelas 9h30, o comandante responsável pelo teatro de operações, Carlos Lima, disse que os trabalhos de consolidação vão prolongar-se “durante muitas horas”.

Já em Ponte da Barca, a situação continua preocupante, pela sua dimensão e dificuldades de acesso para os meios de combate, disse à Lusa fonte do comando nacional da Proteção Civil.

No terreno, pelas 10h30, estavam a combater o incêndio, que já se estende por Terras do Bouro, 445 operacionais com 155 veículos e sete meios aéreos, segundo o site da Proteção Civil.

Segundo o responsável, o que tem estado a dificultar o combate aquele fogo "é o vento mas também as dificuldades de acesso para os meios" que o próprio terreno impõe. Cerca de 150 habitantes de quatro aldeias de Ponte da Barca foram retiradas esta noite das suas habitações, por razões de segurança, face à proximidade das chamas do incêndio que deflagrou, sábado, no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

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