A Universidade do Minho quer reforçar a ligação entre a investigação produzida na academia e os problemas concretos da sociedade. A mensagem foi deixada esta manhã pelo reitor, na abertura da 3.ª edição dos UMinho Research & Innovation Open Days, que decorre até amanhã, na Escola de Medicina, reunindo investigadores, estudantes, empresas, empreendedores, investidores e decisores.
Para Pedro Arezes, a iniciativa assume particular importância perante a dimensão da investigação desenvolvida na universidade e a necessidade de fazer chegar esse conhecimento a outros setores. «Há muita investigação a acontecer cá dentro, na Universidade do Minho, com ideias, projetos e resultados e que muitas vezes não são suficientemente conhecidos fora das suas áreas», afirmou.
Os Open Days pretendem precisamente juntar diferentes protagonistas. «Precisamos de pôr estas pessoas em contacto», defendeu, apontando a possibilidade de um investigador encontrar uma empresa com um problema para resolver, uma empresa descobrir competências que desconhecia dentro da universidade ou um estudante encontrar alguém disponível para ajudar a concretizar uma ideia.
Pedro Arezes considera que esta aproximação deve ser uma dimensão regular da atividade académica. «Uma universidade de investigação não pode ficar satisfeita com o conhecimento que produz dentro das suas próprias paredes», sustentou. Para além de publicar e formar investigadores, defende, é necessário questionar o que acontece depois aos resultados da investigação: se chegam às empresas, se dão origem a tecnologias ou se respondem a necessidades de hospitais, escolas, autarquias ou comunidades.