29 SET 2026

O município da Póvoa de Lanhoso quer criar condições para fixar quem já vive no concelho, atrair novos habitantes e captar empresas e investimento, sem com isso comprometer a preservação ambiental e a identidade do território. É esta a linha orientadora da proposta de 2.ª revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), que está em discussão pública, 12 anos depois da última revisão, até 9 de novembro.

«O progresso é o equilíbrio entre aquilo que nós queremos fazer em termos de caminho, na criação de infraestruturas que são fundamentais para a Póvoa de Lanhoso, mas também na preservação daquilo que são as características naturais do nosso concelho», afirmou o presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, esta segunda-feira, em conferência de imprensa.

O novo PDM aumenta em 67,16 hectares os espaços destinados a Habitação, Comércio e Serviços, passando de 2.025,36 para 2.092,52 hectares. Para o autarca, esta é uma das condições necessárias para que quem vive na Póvoa de Lanhoso possa continuar a fazê-lo e para que o concelho consiga receber novos residentes. «É (...) o equilíbrio entre aquilo que nós queremos assegurar de aumento de áreas para a construção das pessoas que vivem e querem manter-se no concelho», disse, destacando também a possibilidade de, por essa via, «atrair novos habitantes».

Mas é no reforço das áreas para atividade económica que surge uma das principais alterações da revisão. Estas passam de 94,58 para 172,55 hectares, um aumento de 82,4%. A Câmara pretende, assim, responder à procura de espaço por parte de empresários e criar condições para a instalação e expansão de empresas. «Nós precisamos de atrair empresas», afirmou Frederico Castro, defendendo que o reforço da capacidade empresarial terá impacto na economia e no emprego: «Isso reforça a economia, cria postos de trabalho, cria oportunidades, cria condições para que as famílias que estão cá não precisem de procurar empregos mais longe».

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