A expansão da recolha de biorresíduos a todas as habitações do concelho de Braga, promovida pela AGERE, está a enfrentar um obstáculo inesperado, a utilização incorreta dos sacos verdes destinados aos resíduos alimentares.
Apesar da campanha de sensibilização lançada para apoiar a implementação do novo sistema, muitos munícipes têm deixado os sacos verdes sobre os contentores em várias freguesias de Braga, em vez de os depositarem no interior, como previsto.
O novo circuito de valorização orgânica foi implementado com o objetivo de transformar restos alimentares em composto e energia, promovendo uma maior sustentabilidade ambiental e reduzindo a quantidade de lixo indiferenciado. O processo prevê a separação dos restos alimentares em sacos próprios, que devem ser colocados nos pontos normais de deposição de resíduos indiferenciados.
Posteriormente, esses sacos são identificados através de um sistema de leitura ótica e encaminhados para as instalações da Braval, onde são sujeitos a compostagem e valorização energética.
No entanto, a adesão ao procedimento correto não tem sido homogénea. Em diversos pontos da cidade, é possível observar sacos verdes acumulados sobre os contentores, o que indica que parte da população desconhece que estes devem ser depositados no interior. Esta prática não só dificulta o processo de recolha, como compromete a eficácia do sistema de triagem automática e da cadeia de valorização dos resíduos.