Eco-Escolas junta especialistas em Guimarães para reforçar papel da educação ambiental

Guimarães está a acolher, pela segunda vez, o Seminário Nacional Eco-Escolas, um encontro que reúne professores, técnicos e especialistas de todo o país para debater o papel da educação ambiental na construção de comunidades mais sustentáveis. A iniciativa decorre num ano simbólico para o concelho, que ostenta o título de Capital Verde Europeia 2026, reforçando a ligação entre educação, ambiente e cidadania.

Em declarações ao Diário do Minho, Carlos Ribeiro, diretor executivo do Laboratório da Paisagem, sublinha a importância de Guimarães receber novamente este seminário nacional, destacando o investimento contínuo do município na área da educação ambiental.

«Guimarães tem, desde há vários anos, apostado muito na educação ambiental. O Programa de Educação Ambiental de Guimarães completa, neste momento, 11 anos, o que traduz um forte investimento naquilo que acreditamos ser fundamental para cumprir a transição climática», afirmou.

O seminário contou também com a participação de Elisa Guerra, especialista em educação e membro da Comissão Internacional para os Futuros da Educação da UNESCO, que recorreu a uma metáfora para ilustrar o papel da escola. Comparando-a a um limoeiro, explicou que, tal como esta árvore tem flores e frutos em diferentes estágios ao mesmo tempo, «a escola deveria poder abraçar-nos a todos no momento em que nos encontramos, na promessa, no processo e na maturidade, lembrando que maturidade não é perfeição».

Também presente no encontro esteve Margarida Pedrosa, presidente da Associação Portuguesa Escola da Floresta, que reforçou a ideia de que a educação ambiental deve fazer parte do quotidiano das crianças.

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