Do “covil de campeões” em Azurém ao topo do mundo: Sofia Oliveira fez história

Antes do ouro mundial, há um túnel.

Quem entra no espaço de treino do Grupo Desportivo de Guimarães, no Pavilhão de Azurém, passa primeiro por um corredor improvisado onde medalhas pendem do tecto e troféus se alinham em prateleiras apertadas. É quase um ritual de entrada. Como atravessar um pequeno museu vivo, ou então ‘um covil de campeões’.

Lá dentro, o ginásio é tudo menos luxuoso. Pequeno, apertado, íntimo. Um ringue montado num canto, vários sacos suspensos, cordas, luvas espalhadas. E numa das paredes, uma espécie de “hall of fame” com fotografias e conquistas acumuladas ao longo dos anos.


Mas a conquista não nasceu no ringue dos Emirados Árabes Unidos. Nasceu em espaços como este, onde o eco dos golpes é mais alto do que qualquer aplauso.

“É um processo”, recorda Sofia, sobre o momento em que percebeu que o ouro podia mesmo acontecer. “Estávamos uma semana inteira ali dentro daquele ambiente. Foram quatro combates. Quando passámos a meia-final contra a primeira do ranking, sentimos que a seguir tem que ser mesmo nosso. Chegámos à final com tudo.”, confessou.

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